O que não te ensinam sobre consumo de álcool

O que não te ensinam sobre consumo de álcool

O que não te ensinam sobre consumo de álcool

O consumo do álcool é algo muito perigoso… Além de causar diversas doenças, trazer a dependência do álcool. Precisando então de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos.

(1) Proibição.
O ponto mais importante é deixar claro que as drogas não são ilegais porque o legislador se preocupa com você e quer o seu bem-estar. Este é um mito que tem gradualmente perdido seu poder graças a autores como Michael Pollan, Johan Hari e Carl Hart – que se agarram a estes nomes.
Em Chasing the Scream, Johan Hari conta a história de como todas as substâncias foram proibidas, como era a vida quando foram liberadas, como a proibição causou problemas e descreve indivíduos que não eram mais vistos como pessoas comuns e se tornaram ladrões, marginais, inimigos da sociedade e intimidadores.
Acho que você vai descobrir mais sobre isso se ler o que escrevi em A Guerra contra as Drogas.

2) Questões sociais.
Segundo, e igualmente importante, é a percepção de que a criminalização das drogas cria um problema.
Assim como ninguém deixa de usar o aborto por ser um crime, ninguém pára ou evita o uso de drogas só porque elas são proibidas. No que diz respeito a drogas e aborto, o tratamento humano, diálogo, acesso à informação e substâncias não contaminadas devem ser garantidos.
Drogas como o álcool e o tabaco também foram legalizadas, mas isso também é feito de forma errada. No Brasil, os jovens começam a beber álcool, em média, aos 15 anos de idade. Nas áreas rurais, as informações sobre os perigos do álcool não são generalizadas, e a pouca informação a que temos acesso é conduzida por uma cultura de medo e culpa. Nosso departamento de saúde parece não estar consciente do conceito de redução de danos.

3) Acesso a medicamentos “pesados”, tabelas de risco e substâncias menos nocivas. O Brasil está enfrentando um grande problema de drogas, tanto legais quanto ilegais. As drogas são consumidas numa fase muito precoce e o consumo começa sem qualquer informação.
Em nosso país, as pessoas estão começando a beber.
De acordo com uma tabela compilada por Nat e outros, as drogas que são a porta de entrada para outras drogas também são as mais prejudiciais.
Depois de álcool e nicotina, as pessoas quebram e mudam para maconha, cocaína ou uma substância controlada – e aqui estou lidando não só com benzodiazepinas, mas também com antidepressivos e anfetaminas. A minoria está focada no uso de drogas com a menor pontuação na tabela de danos – veja diagrama acima. Em países como o Brasil, onde não há dados sobre DMT, ecstasy ou LSD, o uso de substâncias menos nocivas é menor. O ponto chave sobre drogas menos prejudiciais é o acesso a elas, e para ilustrar isso, vou dar um exemplo muito simples e bobo.

4) Drogas e privilégios.
Você tem um senso de “você é um privilégio, sim”? Então se você usar um puro que seja menos perigoso para a saúde, você será favorecido, sim.
Isso significa que mesmo que haja a vontade de um indivíduo de usar uma droga pura e menos prejudicial (de acordo com a tabela), pode ser muito difícil, dependendo de onde você mora e da sua situação financeira. Vai a cada canto, facilitando o acesso aos mais perigosos e contaminados. Então, quando apreendemos uma droga, sempre a analisamos e encaminhamos os resultados dessa análise para a comunidade de onde a droga está vindo. Assim, a comunidade saberia quais drogas evitar, não por causa das drogas em si, mas porque elas são adulteradas com impurezas. Sabemos que em muitos casos, esta (impureza) é pior do que as drogas.

5) Cocaína, medo e curiosidade.
No outro lado da mesma história, um conhecido me abordou sobre querer experimentar cocaína. Para meu horror, segui uma abordagem com duas vertentes. Eu o desencorajei, expliquei os riscos e terminei a conversa. Então*, quando ele falou novamente, eu o tratei como um adulto, como alguém responsável por suas decisões – todos nós somos adultos. Eu diria: “Se você está interessado em experimentar cocaína, há duas coisas que você deveria tentar. Pode-se substituí-lo por MDMA, que tem menos aditivos e efeitos um pouco parecidos que a cocaína, ou procurar cocaína pura.

6) Redução de danos, tabus e dependência química.
Em outra situação, já vi dois conhecidos tentarem reduzir o uso de crack e cocaína através de drogas psicodélicas. Um substituiu o crack por cogumelos e o outro substituiu a cocaína por DMT. Se você voltar a ver a tabela novamente, você verá que fumar DMT é menos arriscado do que fumar pó, e usar cogumelos é muito menos arriscado do que fumar crack. Carl Hart Spring.

Post a Comment